Como o computador contribui para a transformação da escola, da aprendizagem e da prática pedagógica?


Sabemos que a inovação educativa requer um novo olhar sobre o trabalho cotidiano e suas características, sobre o papel de quem ensina e de quem aprende e sobre a relação educativa e permite considerar o professor não somente como um usuário dos programas e produtos de outros, mas como um produtor/construtor de novos textos, a partir de sua própria atuação sobre as informações, meios e materiais. Isso significa reconhecer o valor da experiência direta na construção dos conhecimentos, além da proporcionada pela reflexão sobre a experiência de outros, reinterpretando-as à luz do contexto e circunstância em que cada sujeito atua. A mediação pedagógica dos meios e materiais disponíveis, pela influência que exercem sobre os modos de aprender, ser e participar, pode ser redimensionada, se atuarmos de modo intencional tendo em vista os fins e objetivos educativos. Gutiérrez e Prieto (1994)6 propõem pelo menos três possibilidades para essa mediação pedagógica: atuar sobre o tema e seu tratamento (organização, profundidade, amplitude, seqüência, estratégias de linguagem para iniciar, desenvolver, concluir); atuar sobre a aprendizagem (enriquecimento da experiência proporcionada ao aprendiz pela presença de vários enfoques e estilos, diálogo, clareza, precisão e fluência do discurso, significação e relevância do estudado); e intervir sobre a forma (utilização de recursos de expressão variados nos meios didáticos, como diagramação, tamanho e tipo de letra, ilustrações, pausas, ritmo, mapas conceituais, hipertexto, atividades, organizadores prévios, perguntas, problemas, esquemas, resumos, títulos e subtítulos). As aprendizagens atuais não se produzem por eliminação das prévias, mas pela sua utilização como ponto de partida e nova oportunidade de aprendizagem, já que, ao serem evocadas e rememoradas, possibilitam sua reestruturação ou melhor explicitação. Todas essas maneiras de mediar a aprendizagem fomentam o protagonismo, a interlocução e o lúdico para os participantes, seja como autores/produtores, seja como receptores/leitores/telespectadores/ouvintes.Assumir essa maneira de pensar implica considerar a aprendizagem como processo, não apenas conceitual, mas também metodológico, atitudinal e valorativo, que não se reduz a substuições de modos e conceitos antigos por outros novos, mas evolui como oportunidade de reconstrução e ressignificação. Os meios "são agentes ativos dos processos de construção e representação da realidade, em lugar de apenas limitarem-se a transmiti-la ou refleti-la" (Masterman, 1993)7. Os meios - leia-se livros, periódicos, televisão, cinema, rádio - "são sistemas simbólicos que requerem leitura ativa, não se constituindo como reflexos inquestionáveis da realidade externa, nem se explicando por si mesmos" (Mariño, 1993)8.E como o professor atua a partir de sua própria leitura da realidade e da área do conhecimento em que atua, bem como de sua própria experiência e trajetória, é importante que possa se basear em concepções e experiências mais diversificadas, mais flexíveis, mais concretas e reais, de modo que a maior variedade de textos que utilize e o emprego de símbolos icônicos, pictóricos, não verbais, imagens, cores, formas, sons, movimentos, palavra escrita e oral favoreçam o ato de ler, de estudar, a apreensão e a construção do conhecimento, a aprendizagem, a participação e a cooperação social, a inserção e a atuação no mundo profissional e do trabalho, enfim, a cidadania. Isso porque quem atribui significado e sentido aos conteúdos é o próprio aprendiz, numa tarefa que ninguém pode realizar por ele.O desafio aqui é o de garantir a atividade do sujeito aprendiz e a qualidade de sua participação. Torna-se fundamental, portanto, promover a educação audiovisual aliada à alfabetização audiovisual generalizada, de modo a habilitar os cidadãos a uma tomada de decisões mais racional à sua atuação como agentes de mudança e a uma participação mais efetiva nesses mesmos meios. O que representa, assim, um desafio maior que simplesmente organizar os estudos como a soma agregada das partes de uma matéria ou disciplina.Os meios devem ser compreendidos na dinâmica de sua origem, técnicas e códigos, na natureza da realidade construída por eles, nas maneiras pelas quais os receptores/leitores lêem e recebem, redescobrem e interpretam a polissemia, constroem o significado, como algo em contínuo movimento e mudança, e não como fins em si mesmos.
Precisamos, portanto, assegurar a condição de que estudantes e professores criem seus próprios materiais, com base na leitura, análise e interpretação dos meios, canais e suportes de comunicação, na condição de protagonistas, ativos, e não apenas como consumidores e reprodutores dos materiais produzidos por outros.

Comentários

juliana lima disse…
mais uma vez a quimica esta presente em tudo ate mesmo na musica. ja parou para pensa em o que seria da musica sem aquimica?talvez ela nem existiria
Anônimo disse…
hoje a quimica está ligada no nosso dia a dia,pois muita gente ainda não sabe que a corda do violão é feita de náilon;pois em nossas vidas é sempre uma quimica.......
oi;te adimiro muiiiiito.

claudianne 1ºc nº:9
miguel disse…
eu não sabia que a Quimica tinha aver xom o com a musica
Anônimo disse…
a quinica faz parte da nossa vida,até mesmo a música.

thayná 1ºc nº:47
Anônimo disse…
a quinica faz parte da nossa vida,até mesmo a música.

thayná 1ºc nº:47
claudianne disse…
o violão é feita de náilon;pois em nossas vidas é sempre uma quimica.......
oi;te adimiro muiiiiito.

claudianne 1ºc nº:9

14 de fevereiro de 2011 03:26

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